Apoiando a missão dos estruturadores de ofertas públicas

Equipe de Relacionamento com Estruturadores de Ofertas (da esquerda para a direita): Adriana Sanches, Bruna Barbosa e Agnyz Bueno

Por Agnyz Bueno, Gerente de Relacionamento com Estruturadores de Ofertas da B3

Em 2014, a B3 (chamada BM&FBOVESPA à época) criou uma área de relacionamento com estruturadores de ofertas públicas para apoiar bancos de investimento e boutiques de investimento, instituições que assessoram empresas fechadas e abertas na busca por alternativas de captação de recursos usando o mercado de capitais.

Além de atender às demandas, dar suporte e subsídios técnicos a esse público em questões relacionadas a produtos de renda variável e fixa, a área mantém seus clientes sempre atualizados sobre os produtos e serviços da B3, realizando inclusive a divulgação bimestral de um boletim informativo.

A área é responsável também por elaborar propostas para novos serviços e propor melhorias nos serviços existentes relativos a ofertas públicas, além de atuar ativamente com seus clientes na realização de ações comerciais conjuntas, principalmente eventos para empresas de diversos portes e setores.

Em termos de desenvolvimento de mercado, uma das empreitadas de sucesso da área foi a estruturação de serviço adequado a um novo modelo de captação de recursos. No final de 2014, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) autorizou ofertas públicas restritas para ações (as chamadas ofertas 476), ou seja, ofertas direcionadas a investidores profissionais no Brasil, abrindo assim oportunidade para as empresas se financiarem de forma mais ágil e acessando um número menor de investidores (em comparação às ofertas 400, que permitem ampla divulgação da distribuição a qualquer tipo de potencial investidor). Com base na nova regra, promovemos em 2015 amplas discussões com o mercado a fim de estruturar tal serviço, desde então viabilizando a liquidação dessas ofertas no menor tempo possível, de forma a atender à demanda dos bancos de investimento e suas clientes, as empresas.

Outra iniciativa, mais recente, deverá contribuir para a ampliação da captação de recursos por empresas estrangeiras no Brasil. A experiência demostra que, quando empresas buscam captar recursos em mercados externos, preferem começar utilizando instrumentos simples, para testar o apetite dos investidores por seus ativos. Em abril de 2017, após pleito elaborado pela B3, a CVM autorizou ofertas públicas com esforços restritos para programas Nível I de Brazilian Depositary Receipts (BDRs). A estruturação de um programa desses é considerada simples e, agora, viabiliza a captação de recursos.

Em suma, nossa equipe está focada em oferecer um atendimento de alta qualidade e em fortalecer as parcerias com estruturadores de ofertas, para que empresas como a sua possam acessar o mercado de capitais contratando assessores bem preparados e adequadamente informados sobre o papel e as atividades da bolsa brasileira.

Agnyz Bueno é Gerente de Relacionamento com Estruturadores de Ofertas da B3. Está na empresa há mais de uma década e atuou anteriormente na área de produtos, sendo responsável pelo desenvolvimento de serviços e produtos de renda variável (como BDR – Brazilian Depositary Receipts e BTC – empréstimo de ativos), e também na área de integração das companhias, responsável pela análise das sinergias decorrentes da fusão entre a BOVESPA e a BM&F em 2008. É economista formada pela USP e pós-graduada em mercado de capitais pela FIPECAFI.

Este artigo reflete as opiniões do autor e não deve ser interpretado como opinião da B3  ou como recomendação de investimento. A B3 não se responsabiliza nem pode ser responsabilizada pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência de seu uso para qualquer finalidade.
2017-08-09T23:03:28+00:00 09/08/2017|Artigo em foco|