Fazer bem o arroz com feijão nas organizações

Por Edu Bezerra, ebezerra@exection.com.br

Ouço e vejo em diversas organizações de variados tamanhos a implementação de metodologias mirabolantes, então surge a questão: “Será que o arroz com feijão está sendo bem feito?”

Desse questionamento, é claro que surge outra pergunta: “O que é arroz com feijão?” A resposta vem de forma automática: ”Pessoas, Controles e Processos” Parece três ingredientes, mas são apenas dois: encare Pessoas com sendo um deles e Controles e Processos como o outro.

Ao longo dos anos, quando analiso o que está acontecendo nas organizações, a origem de tudo é a origem. Redundante? Não! O óbvio não é obvio! Vamos aos exemplos?

Primeiro ingrediente, Pessoas:

  • Você contrata e demite as pessoas pela Cultura Organizacional?
  • Existe uma Cultura clara?
  • Existe um RH ou uma empresa terceirizada que o auxilia no R&S (Recrutamento e Seleção)? Diferente do DP (Departamento Pessoal), que é muito importante também?
  • Está claro o desafio de cada cargo e de cada pessoa? E estes estão alinhados com os objetivos da Organização?

Agora Controles e Processos:

  • Quais são os Controles básicos para gerir a Organização e todos os Processos Organizacionais?
  • Estes controles são confiáveis, as Pessoas acreditam nos números?
  • Investe mais tempo tentando descobrir se o número está correto ou analisando para melhorar os resultados?
  • Os controles existentes levam à tomada de decisão?
  • Existem ferramentas para auxiliar na análise e descoberta de oportunidades?
  • As Pessoas estão capacitadas para utilizar da forma correta os Controles e Análises? E ou possuem perfil adequado alinhado para esta demanda?
  • As Pessoas estão colaborando umas com as outras ao invés de ter departamentos isolados?
    • Se sim, conseguem demonstrar através dos resultados?
    • Se não, provavelmente não estão funcionando como Processos.

Gostaria de compartilhar algo com vocês: gosto muito de dizer que uma empresa funciona no formato de Processos Organizacionais, se existir a Cultura de Time, como no esporte, onde não existem departamentos.

O principal ponto é se as atividades estão fluídas dentro das organizações, se as pessoas estão se comunicando, se os sistemas estão integrados, se existe um norte a ser perseguido.

Imagine que se ao colocar um copo de água no início de um processo, será que esta água irá fluir ou represar em algum lugar? Será que esta água se transformará em algum ponto e esta transformação está prevista?

Acredito que são poucas, mas essenciais as questões acima, que levarão ao alicerce de quaisquer organizações que queiram, principalmente, perpetuar no mercado.

A máxima da administração: “Quem não controla, não gerencia” vem a calhar, no entanto um complemento: será que as organizações estão preparadas para fazer muito bem o básico? Será que conhecem o que é o básico?

Quando iniciamos quaisquer novos cursos, treinamentos ou até mesmo relembrando o que os nossos professores do ensino básico diziam e dizem até hoje: “Precisamos conhecer e fortalecer os conceitos, as bases, os alicerces”.

Para quem já praticou ou pratica arte marcial: “A faixa branca, via de regra, nos ensina as bases, conceitos, filosofia, antes de evoluirmos”.

Outro exemplo que me vem à mente é o Bambu, que é uma das únicas plantas que sobrevivem às grandes tempestades, por possuir raízes profundas e flexibilidade suficientes para suportar os ventos mais fortes.

Portanto, possuímos diversos exemplos que são simples na sua essência, que sobrevivem há centenas de anos e deixo aqui uma reflexão: “O que o(a) impede de fazer um excelente arroz com feijão? ”

Edu Bezerra impulsionador fundador da Exection Impulsionadora de Negócios, atua nesta área desde 1999. Já exerceu cargos executivos, possuiu experiência em consultorias como Falconi e TOTVS, é empreendedor, é colunista e voluntário Endeavor, faz parte dos grupos de empreendedores Virtvs e Conexão de Pontos, escritor de artigos e palestrante. Planejou e executou projetos de impulsão de negócios em diversos segmentos e tamanhos de organizações, possuindo destaques para: e-commerce, manufatura, energia, bancos, saúde, logística, tecnologia, comunicação e mídia, entretenimento, luxo, educação, turismo e automotivo. Graduado em engenharia de produção, mecânica (FEI), CBA em Finanças (Ibmec), cursos de especializações em vendas Spin Selling®, Stadium Gorilla®, estatística black belt (FDG).

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2017-04-26T22:46:05+00:00 26/04/2017|Artigo em foco|