Pentágono da fraude, um modelo preditivo contra a fraude

Por Renato Santos, S2 Consultoria

Segundo Edgard Morin, filósofo contemporâneo, “Séculos de pregação pela bondade e pelo amor ao próximo foram infecundos. A reforma ética só pode realizar-se numa polirreforma”.

Se não ganharmos maturidade como sociedade e profissionais, nunca iremos avançar no combate aos temas da fraude e do assédio.  Para contribuir para a sua plena compreensão, existe um modelo preditivo, o Pentágono da Fraude, cujo objetivo é identificar estratégias capazes de dissuadir a pessoa em sua tomada de decisão. Conhecendo os seus ativadores comportamentais é possível desenvolver a sua resiliência ao se deparar com dilemas éticos.

A fraude não é exclusiva ao uso de bens públicos e assola todas as organizações, incluindo as privadas, afetando-as nos resultados financeiros. A quarta edição da pesquisa “A fraude no Brasil” (KPMG, 2010), com base em questionário enviado para mais de mil das maiores empresas do país, concluiu que 70% dos entrevistados sofreram fraude em sua companhia nos últimos dois anos e que 50% das empresas acreditam que a fraude no Brasil poderá aumentar nos próximos dois anos.

Fraude é “Tudo que a engenhosidade humana pode conceber e é utilizado por um indivíduo para ter vantagem sobre outro por meio de sugestões falsas ou omissão da verdade”. (WELLS, 2010) e gera impacto financeiro e de imagem para as organizações.

A pesquisa de doutorado “Pentágono da Fraude”, metodologia desenvolvida para predizer ações de Fraude e Assédio, busca por elementos repetitivos os ativadores comportamentais que levam o fator humano a decisões inadequadas.

Para concluir e contribuir que você comece desde já a construir uma cultura de Compliance na sua empresa, ressaltamos algumas considerações importantes deste estudo:

  • A compreensão das circunstâncias que influem na decisão do indivíduo mostra possibilidades de intervenção;
  • Houve influência das contingências que cercam os fraudadores e diferenças individuais quanto aos elementos motivadores;
  • Se indivíduos cometem fraudes por influência das contingências, é possível não só prevenir, mas também predizer a formação do agente fraudador;
  • É possível buscar estratégias que desenvolvam um programa de integridade inteligente

Para saber mais sobre o Pentágono da Fraude, visite http://www.s2consultoria.com.br/pentagono-da-fraude/

 

Renato Santos é executivo da S2, Advogado, MBA Gestão de Pessoas, Mestre e Doutor em Administração pela PUC-SP. Experiência na área de Compliance em diversas organizações por mais de 15 anos. Professor, colunista e autor do livro “Compliance Mitigando Fraudes Corporativas”, premiado pelo Instituto Ethos e CGU.

Este artigo reflete as opiniões do autor e não deve ser interpretado como opinião da BM&FBOVESPA ou como recomendação de investimento. A BM&FBOVESPA não se responsabiliza nem pode ser responsabilizada pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência de seu uso para qualquer finalidade.
2017-03-21T16:56:32+00:00 21/03/2017|Artigo em foco|