Casos inspiradores de empresas que abriram o capital no Brasil

Por Adriana Barreto, abarreto@bvmf.com.br

Possivelmente, quem se dedicou a estudar, no Brasil, as áreas de Administração ou Economia, seja num curso de graduação ou mesmo pós-graduação, teve pouco ou nenhum contato com o tema mercado de capitais. Poucas escolas de negócios exploram a temática, especialmente o acesso ao mercado via abertura de capital, o chamado IPO, termo em inglês para initial public offering.

Pensando em preencher essa lacuna, a Bolsa trabalhou, nos últimos dois anos, no lançamento da série de livros Histórias que Inspiram: Casos de Abertura de Capital no Brasil. A série tem como objetivo auxiliar professores e alunos com o compartilhamento de experiências e motivações das companhias brasileiras que abriram o capital nos últimos anos.

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IPOs no Brasil
O IPO pode ser definido como a primeira oferta pública de ações de uma empresa no mercado primário, quando a companhia emite ações para captar recursos para financiar seus projetos de investimento.

Dentre as razões para a pouca atenção ao tema, destacamos a estrutura e a própria configuração desse mercado no Brasil. Do ponto de vista prático, o mercado de capitais brasileiro progrediu consideravelmente a partir do ano 2000. Com a realização de importantes avanços institucionais e regulatórios, que aperfeiçoaram os mecanismos existentes para proteção ao investidor, e a criação, pela BM&FBOVESPA, dos segmentos de listagem, visando à classificação das empresas segundo o nível de Governança Corporativa adotado, nosso mercado iniciou um ciclo de desenvolvimento que perdura até os dias atuais.

Temos um mercado jovem e ainda em evolução. O ano de 2007 ficou marcado pelo número de IPOs no País – 64 – e a partir daí as empresas brasileiras passaram a avaliar, mesmo que timidamente, essa alternativa de captação ou de liquidez patrimonial no seu planejamento estratégico.

Apesar dos avanços mencionados, o mundo acadêmico não acompanhou a evolução. Alguns autores se debruçaram na análise, mas a maioria das escolas de negócios não incluiu o tema e a experiência das empresas brasileiras na grade dos seus cursos. Quando o assunto é abordado nas aulas, os alunos deparam-se com diversos casos de empresas estrangeiras e, infelizmente, com raros exemplos de empresas nacionais.

Visibilidade para cases de sucesso
Ciente da importância dessa abordagem já no início dos estudos, a BM&FBOVESPA questionou professores das principais universidades brasileiras e todos foram enfáticos em afirmar que não havia casos brasileiros prontos para inclusão na didática da aula.

Voltada não apenas para o uso educacional, a série Histórias que Inspiram: Casos de Abertura de Capital no Brasil trará um conteúdo diferenciado para seus leitores, pois permitirá uma reflexão profunda pautada em casos reais do nosso mundo dos negócios.

O primeiro livro da série traz quatro casos, todos selecionados por uma especificidade no acesso da empresa ao mercado de capitais:

  • Linx S.A: caso de desinvestimento de um fundo de private equity;
  • Multiplus S.A: aborda um spin off, isto é, uma cisão em uma empresa já existente;
  • Helbor S.A: abertura de capital de uma empresa familiar;
  • Raia Drogasil S.A: dois casos de IPO e uma futura fusão de duas companhias já abertas.

A BM&FBOVESPA espera que essa iniciativa contribua com a educação em Administração e Economia e, consequentemente, com a formação dos futuros executivos e empreendedores brasileiros. Boa leitura!

Adriana Barreto integra a Superintendência de Prospecção de Empresas da BM&FBOVESPA desde Jan/13. Nessa função, é responsável pelo relacionamento com as empresas que ainda não estão listadas em bolsa de valores, desenvolvendo atividades voltadas à capacitação empresarial e à preparação para abertura de capital. Gerencia ainda o canal de comunicação virtual da BM&FBOVESPA com esse público, o Vem pra Bolsa. Atuou também nas áreas de Desenvolvimento de Negócios da EY e do Banco Santander. Possui 8 anos de experiência na área de novos negócios, 6 deles dedicados ao relacionamento com pequenas e médias empresas. Com MBA em Economia Empresarial (USP) e pós-graduação em Negócios Internacionais (Mackenzie), é graduada em Relações Internacionais (UNESP) e tem cursos de especialização em Vendas & Marketing (ESPM) e Administração (FGV).

Este artigo reflete as opiniões do autor e não deve ser interpretado como opinião da BM&FBOVESPA ou como recomendação de investimento. A BM&FBOVESPA não se responsabiliza nem pode ser responsabilizada pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência de seu uso para qualquer finalidade

 

2017-03-16T16:30:49+00:00 16/03/2017|Vitrine da B3|